Imagem com a data do evento: 7 a 10 de Dezembro, com entrada franca
Platéia assistindo o telão do Curta Brasília

Afinal, o que é real?
Entre realidades e ficções, o futuro aqui e agora

O 7º Curta Brasília – Festival Internacional de Curta-metragem convida o público a mergulhar no futuro. Pensar o porvir é experimentá-lo e criar possibilidades. Entre esses processos de construção, o audiovisual exerce grande influência, apontando, sugerindo ou antecipando rumos – individuais ou coletivos – com premonições de base científica ou ideias fictícias, expandindo a realidade, contribuindo para que o futuro siga em transformação e nos permita viajar no espaço e no tempo por meio da arte e da tecnologia.

Nesse contexto, o cinema reproduz e projeta realidades, passados, presentes e futuros possíveis (ou impossíveis). Cada obra audiovisual permite ao espectador vivenciar tempos, cenários e ser atravessado por temas e experiências. Com diferentes olhares para a realidade também comprovamos afinidades, reafirmando que o local pode ser universal.

Sendo o presente determinante de qualquer tempo, a organização do festival preparou uma programação com o objetivo de propor reflexões sobre nossa capacidade de construção da realidade e sua multidimensionalidade. O 7º Curta Brasília traz, em sua Mostra Nacional, filmes que voltam ao passado em busca de origens, ressignificam tempos e apontam para futuros imagináveis, além de discutirem questões identitárias, lutas por espaços e a construção de novos direitos – que, aliás, são reforçados também pela mostra Provocações. Estreando nesta edição, a mostra Tesourinha traz um panorama recente de destacados curtas do Distrito Federal. A tradicional mostra Decibéis leva uma variedade de videoclipes para a tela do Cine Brasília. E o público infantil pode curtir e premiar os filmes da mostra Calanguinho.

São quatro as mostras internacionais. A Espanha em Curtas traz uma programação de produções espanholas de ficção científica, em parceria com a Embaixada da Espanha. Esse mesmo gênero cinematográfico está presente na mostra À Francesa, com distopias e narrativas fantásticas, com apoio da Embaixada da França. A mostra Holanda em Curtas, uma parceria com o Eye International e a Embaixada do Reino dos Países Baixos, exibe virtualidades em filmes que transitam por universos como o dos games e o da animação.

Nesta edição, o festival também se aproxima da América Latina. Na mostra Colômbia em Curtas – especial Bogoshorts, o Curta traz para a capital brasileira uma mostra de curtas-metragens do país vizinho, apresentando um panorama de sua recente produção audiovisual, tendo a América Latina presente pela primeira vez no Festival.

A mostra Surdocine exibe quatro episódios da série Crisálida, na qual jovens surdos enfrentam desafios em uma sociedade desenhada apenas para ouvintes. Teremos também, pela primeira vez, uma sessão composta por três curtas nacionais com audiodescrição, sendo dois documentários e uma ficção que transitam entre os ambientes rural e urbano.

O Curta Brasília se propõe a ser um festival-experiência e traz uma cenografia interativa inspirada em outras dimensões e universos, com destaque para a programação de realidade virtual. Em 2018, contamos com uma inédita e exclusiva instalação de conteúdo VR, coproduzida entre Brasil e Holanda, em parceria com o festival VR Days. Seguindo nas experiências em 360°, o público pode viajar dentro de um planetário móvel. Apresentamos ainda duas exposições virtuais mapeadas: Brasília vista de cima, de Diego Campos, e Brasília Retrofuturista, de Thiago Freitas.

Este ano, a realidade virtual amplia seu espaço com o Fórum VR, trazendo especialistas de tecnologias e narrativas imersivas para oficinas, debates e interações. Cineastas brasileiros e convidados internacionais participam de oficinas e debates num encontro com o público e outros artistas.

Com essa programação, via cinema e outras artes, o Curta Brasília, por fim, te faz um convite: mergulhar em outras dimensões e ir além!

Equipe Festival Curta Brasília

Ao público, para quem dedicamos este festival, nosso sincero agradecimento.

COMISSÃO DE PRÉ-SELEÇÃO

Mostra Nacional de Curtas-Metragens

Camilla Shinoda
Mestre em Imagem, Som e Escrita pela UnB (2017). Atualmente, realiza seu segundo curta-metragem, Parte do que parte fica. Seu primeiro curta, Não é pressa, é saudade (2016) recebeu o prêmio de melhor roteiro na etapa regional da 1ª Mostra Sesc de Cinema (2017) e menção honrosa do Júri Jovem na Mostra Mercocidades do Festival Primeiro Plano (2016).

Cecilia Barroso
Jornalista e crítica de cinema. Criadora e editora do site Cenas de Cinema, faz parte do conselho editorial da revista Lume Scope. Participou, nas edições sobre documentários e animações brasileiras, da série de livros 100 filmes essenciais; e das publicações (ainda não lançadas) Trajetória crítica do cinema brasileiro e Mulheres atrás das câmeras: As cineastas brasileiras de 1930 a 2018. É integrante da ABRACCINE – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

João Paulo Procópio
Sócio da produtora Pavirada Filmes. Assina a produção executiva e a montagem do curta Rosinha, de Gui Campos (vencedor do Troféu Câmara Legislativa em 2016); a montagem do longa-metragem O último Cine Drive-In, de Iberê Carvalho (vencedor do Prêmio Netflix 2016); a produção executiva do documentário Mobília em casa – Móveis Coloniais de Acaju e a cidade (2014), de José Eduardo Belmonte; a coprodução do longa O fim e os meios (2015), de Murilo Salles; e a direção dos curtas Colher de chá e Brasília (Título Provisório), vencedor do Candango de melhor curta pelo júri popular no 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; e do longa-metragem Marés (2018).

Tiago Vieira
Trabalha com audiovisual desde 2007. Assinou o roteiro da série Rumos da música (2008), realizou o curta de ficção Dia vinte quatro (2010) e os documentários Vamos continuar e permanecer aqui (2010) e Cisternas nas escolas (2010). Em 2015, dirigiu o curta de ficção Quando parei de me preocupar com canalhas e, em 2016, dirigiu o episódio-piloto da série de ficção Summertime. Atualmente, realiza o longa de ficção Aviso.

CURADORIA

Mostra Nacional de Curtas-Metragens

Alexandre Costa
Um dos idealizadores do Curta Brasília e um dos fundadores da Sétima Cinema. Produtor-executivo e curador do festival desde a primeira edição, foi também fundador e proprietário da Cult Vídeo, rede de locadoras de vídeo que atuou por 23 anos no mercado, e do Espaço Cult, ambiente para cursos na área cultural. Trabalha como produtor executivo de projetos de produção, exibição e distribuição de conteúdo audiovisual.

Felipe Poroger
Formado em Cinema e Filosofia, trabalha como roteirista e diretor. Seus filmes passaram por diversos festivais nacionais e internacionais, como Cinemateca de Paris, Universidade de Harvard e Annecy. É diretor do Festival de Finos Filmes, mostra paulistana de curtas-metragens, além de colaborar com artigos para a Ilustríssima (Folha de S.Paulo) e Carta Capital.

Tetê Mattos
Niteroiense, mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense, e doutoranda do Programa de pós-Graduação em Comunicação da UERJ. É professora do Departamento de Arte da UFF desde 1997, onde ministra aulas para o curso de Produção Cultural. Dirigiu os documentários premiados Era Araribóia um astronauta? (1998), A Maldita (2007) e Fantasias de papel (2015). Atualmente, finaliza seu primeiro longa-metragem, Maldita FM. Publica artigos em revistas e livros especializados em cinema. Atua na curadoria de festivais, como o Amazonas Film Festival e o CineFoot. Foi diretora do Araribóia Cine – Festival de Niterói (2002-2013).

JÚRI OFICIAL

Mostra Nacional de Curtas-metragens

Caetano Curi
Diretor e produtor, iniciou a carreira profissional em 1991 como montador, com destaque para o trabalho em Sinistro, curta-metragem de René Sampaio, vencedor do prêmio de melhor curta do 33º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Coordenou o Núcleo de Animação da AsaCine Produções, de 1994 a 2002, onde dirigiu o curta-metragem de animação infantil Ylia e o fogo. Dirigiu os telefilmes documentários Cuba, mucho gusto e Faces do Malawi e a série de animação infantil As fabulosas coleções do Seu Gonçalo, finalista do Prêmios TAL 2016. Recentemente, produziu o documentário O outro lado da memória, de André Luiz Oliveira, vencedor do prêmio de melhor filme pelo júri popular da Mostra Brasília do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Camila Márdila
Atriz brasiliense, premiada por seu trabalho no filme Que horas ela volta?, de Anna Muylaert, faz parte do grupo AREAS Coletivo, no qual realiza projetos autorais como o espetáculo Naquele dia vi você sumir, recentemente em cartaz. Na TV, integrou o elenco de algumas séries, entre elas Justiça e Onde nascem os fortes, ambas dirigidas por Zé Villamarim.

Rafael Sampaio
Diretor do BrLab, produtor e sócio fundador da produtora Klaxon Cultura Audiovisual. Formado em Cinema, trabalhou em diversos espaços culturais, como MIS-SP, Cinemateca Brasileira e Cine Olido, além de ter produzido diversas mostras e festivais. Atua também como coordenador de cursos e plataformas para formação profissional, como os Laboratórios de Desenvolvimento de Projetos do Prodav 4, para diferentes tipologias (séries de ficção, animação, documentais e longas de ficção e animação) e Icumam Lab, para projetos do Centro-Oeste. Pela Klaxon é ainda produtor do curta O pacote (de Rafael Aidar, 2012) e dos longas-metragens Sobre rodas (de Mauro D’addio, 2017), Um casamento (de Mônica Simões), Eugenia (de Martín Boulocq), entre outros.

CURADORIA VIDEOCLIPES

André Gonzales

André Gonzales nasceu em Brasília em 1982. Iniciou sua carreira musical em 1998 na banda Móveis Coloniais de Acaju, onde atuou até 2016 como vocalista e compositor. A banda se apresentou em quase todas as capitais do país e em festivais no Brasil, como o Rock in Rio, Planeta Terra e Natura Nós, e no exterior como o Primavera Sound em Barcelona e o Pukkelpop na Bélgica. Já cantou ao lado de Lenine, Fernanda Takai, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá no tributo ao Legião Urbana, Orkestra Rumpillezz, Mariana Aydar, Los Hermanos, Gaby Amarantos, Passo Largo entre outros. Além de vocalista e compositor, André atua como designer, artista plástico e video maker. Já teve seu trabalho exposto na Bienal de Design Gráfico de 2004, apresentou um projeto no Include 2007 na Royal College of Art, em Londres. Participou ativamente da concepção de identidade, produtos e comunicação da banda Móveis Coloniais de Acaju. Dirigiu e concebeu alguns video-clipes: “Sede de Chuva” para os Móveis Coloniais de Acaju; “Mamãe Mamãe” para Dillo e “Poliamor” para Barro. Atualmente atua no projeto musical Sr. Gonzales Serenata Orquestra, onde promove um baile para os mais velhos e produz radionovelas apresentadas ao vivo.

Rodrigo Barata

Um dos fundadores do coletivo Criolina, Rodrigo Barata é DJ, baterista da banda Muntchako, articulador e ativista cultural. Trabalhou em projetos diversos e realizou as curadorias musicais de eventos como o Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea, FIIM – Festival Internacional de Inovação Multmídia, Ocupação Funarte, entre outros. Criou e produziu a web serie de entrevistas Sala Criolina e o programa de videoclipes Criolina na Tv. e se couber citar a Radio Criolina na Nacional FM.

JÚRI OFICIAL

Videoclipes

Marcelo Damaso
É produtor cultural e jornalista. Desde 2006, organiza o Festival Se Rasgum, em Belém, por onde passaram mais de 500 bandas, entre locais, nacionais e internacionais; e o Festival Sonido – Música Instrumental & Experimental. Realiza também projetos de formação e capacitação com workshops, oficinas, palestras etc., fomentando o mercado da música em Belém e no interior do Pará. Toca baixo na banda The Baudelaires. Criou o blog www.cartasuruguaias.com.br em 2008, quando passou alguns meses em Montevidéu escrevendo Iracundo, seu primeiro romance, vencedor do Prêmio Iap de Literatura.

Tâmara Habka
Produtora musical, atua há mais de uma década no mercado audiovisual do Distrito Federal. Sua experiência a levou às mais diversas frentes de realização de videoclipes, tendo se destacado com o premiado Lambida, da banda Joe Silhueta, no qual assina roteiro, produção e direção de arte. É responsável pela curadoria do Festival Navesouto e do coletivo Grogue em Brasília.

JÚRI – Prêmio Cine França Brasil

Anna Karina
Com atuação de 20 anos no mercado audiovisual nacional e internacional, jornalista concursada da EBC, Anna é comentarista de cinema, além de dirigir diversos documentários e programas especiais. Foi pioneira em mostras de cinema brasileiro na Europa e curadora e gerente geral do Festival Internacional de Cinema de Estocolmo. Trabalhou também como curadora/programadora em mais de 50 mostras e festivais nacionais e internacionais. É diretora de programação e co-fundadora do Brasilia International Film Festival (BIFF), além de uma das idealizadoras do Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI). Participa ativamente de mercados internacionais, como os dos festivais de Cannes, Veneza e Berlim. Como exibidora, programou cerca de 4 mil títulos para o Cine Cultura Liberty Mall, em Brasília.

Pablo Gonçalo
É professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e autor do livro O cinema como refúgio da escrita: roteiros e paisagens em Peter Handke e Wim Wenders. Tem doutorado pela UFRJ, com passagem pela Universidade Livre de Berlim. É curador, roteirista, coordenador do Cineclube Beijoca e publica ensaios que focam nas trajetórias históricas de roteiristas. Escreve críticas para a Revista Cinética.